| Pela primeira vez, os dados demonstraram que o tratamento
do linfoma não-Hodgkin associado à quimioterapia prolonga a sobrevida
dos pacientes. O estudo foi apresentado essa semana no Congresso da Sociedade
Americana de Hematologia (ASH) e comparou rituximab em combinação
com a quimioterapia versus a quimioterapia sozinha, como tratamento de primeira
linha do linfoma não-Hodgkin indolente. Após 2 anos, sobreviveram
mais pacientes recebendo rituximab associado à quimioterapia do
que entre os que receberam a quimioterapia sozinha.
“ Este estudo é uma importante descoberta clínica no tratamento
do linfoma indolente já que até agora nenhum tratamento padrão
conseguiu prolongar a vida dos pacientes”, disse Dr. Michael Herold, Chefe
de Hematologia e Oncologia do HELIOS Klinikum Erfurt, na Alemanha. Em abril o
Dr. Michael Herold deverá vir ao Brasil para apresentar em detalhes os
dados deste estudo aos médicos brasileiros.
Um segundo estudo, também apresentado no ASH, reforça que rituximab
deve ser parte do tratamento padrão para o Linfoma não-Hodgkin indolente.
Esses dados mostram que os pacientes que continuam o tratamento com rituximab
por dois anos após o tratamento inicial ganham, em média,
dois anos sem progressão da doença sobre os que não continuaram
o tratamento (sobrevida livre de progressão média de 38 meses com
manutenção do tratamento comparado aos 15 meses sem a manutenção).
Nesse estudo internacional, conduzido na Organização Européia
de Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC), os pacientes com reincidência
de linfoma não-Hodkgin que responderam a uma fase inicial do estudo, foram
designados aleatoriamente para continuar o tratamento com rituximab a
cada três meses por dois anos (terapia da manutenção) ou não
continuá-lo.
O linfoma não-Hodking atinge 1,5 milhão de pessoas em todo mundo.
O linfoma não-Hodking indolente, que representa 45% dos pacientes, é
uma forma de desenvolvimento lento porém fatal de câncer do sistema
linfático. Os pacientes com linfoma não-Hodking sofrem múltiplas
recaídas alternadas com períodos livres de sintomas (remissão).
O linfoma não-Hodking é um dos tipos de câncer que mais crescem
tendo sua incidência aumentado em 80% desde o início dos anos setenta.
Segundo os últimos dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, em
2002, foram computadas mais de 3.200 mortes no país devido aos linfomas.
Uma média de nove óbitos por dia devido à doença.
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