O SETOR EM NOTÍCIAS - Novidades Científicas HOME 


14.12.04

Estudo mostra que pacientes com linfoma podem viver mais

 

Pela primeira vez, os dados demonstraram que o tratamento do linfoma não-Hodgkin associado à quimioterapia prolonga a sobrevida dos pacientes. O estudo foi apresentado essa semana no Congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) e comparou rituximab em combinação com a quimioterapia versus a quimioterapia sozinha, como tratamento de primeira linha do linfoma não-Hodgkin indolente. Após 2 anos, sobreviveram mais pacientes recebendo rituximab associado à quimioterapia do que entre os que receberam a quimioterapia sozinha.

“ Este estudo é uma importante descoberta clínica no tratamento do linfoma indolente já que até agora nenhum tratamento padrão conseguiu prolongar a vida dos pacientes”, disse Dr. Michael Herold, Chefe de Hematologia e Oncologia do HELIOS Klinikum Erfurt, na Alemanha. Em abril o Dr. Michael Herold deverá vir ao Brasil para apresentar em detalhes os dados deste estudo aos médicos brasileiros.

Um segundo estudo, também apresentado no ASH, reforça que rituximab deve ser parte do tratamento padrão para o Linfoma não-Hodgkin indolente. Esses dados mostram que os pacientes que continuam o tratamento com rituximab por dois anos após o tratamento inicial ganham, em média, dois anos sem progressão da doença sobre os que não continuaram o tratamento (sobrevida livre de progressão média de 38 meses com manutenção do tratamento comparado aos 15 meses sem a manutenção). Nesse estudo internacional, conduzido na Organização Européia de Pesquisa e Tratamento do Câncer (EORTC), os pacientes com reincidência de linfoma não-Hodkgin que responderam a uma fase inicial do estudo, foram designados aleatoriamente para continuar o tratamento com rituximab a cada três meses por dois anos (terapia da manutenção) ou não continuá-lo.

O linfoma não-Hodking atinge 1,5 milhão de pessoas em todo mundo. O linfoma não-Hodking indolente, que representa 45% dos pacientes, é uma forma de desenvolvimento lento porém fatal de câncer do sistema linfático. Os pacientes com linfoma não-Hodking sofrem múltiplas recaídas alternadas com períodos livres de sintomas (remissão).
O linfoma não-Hodking é um dos tipos de câncer que mais crescem tendo sua incidência aumentado em 80% desde o início dos anos setenta. Segundo os últimos dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, em 2002, foram computadas mais de 3.200 mortes no país devido aos linfomas. Uma média de nove óbitos por dia devido à doença.


 
envie este texto
para um amigo
versão para impressão