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10.11.04

Congresso Americano de Menopausa reforça
terapia hormonal de baixa dose no climatério

 

Durante o 15o Congresso Americano de Menopausa (NAMS), realizado nos Estados Unidos, em outubro, um dos destaques foram os novos esquemas para Terapia Hormonal (TH) com menores doses e hormônios mais modernos, em substituição às antigas formulações. Estima-se que aproximadamente 15 milhões de brasileiras estão no climatério – fase dos 45 aos 64 anos em que há déficit da produção do hormônio estrogênio pelos ovários. A TH tornou-se uma das alternativas mais utilizadas para o tratamento dos sintomas da menopausa, como menstruação irregular, ondas de calor, alterações do sono, irritabilidade, depressão e ressecamento genital.

Como a base da Terapia Hormonal reúne dois hormônios, um estrogênio e um progestagênio (similar à progesterona), mereceram destaque entre os especialistas presentes aqueles tratamentos que utilizam compostos assemelhados ao estrogênio produzido pelo organismo da mulher, o estradiol, associado a progesteronas com baixo risco de efeitos colaterais, como o norgestimato. Um dos esquemas de administração preconizados durante a reunião foi o que estabelece o uso diário de estrogênio e o de progesterona durante três dias, com intervalo de três dias para descanso. O único medicamento com estas características aprovado no Brasil é o norgestimato (Prefest) da Janssen-Cilag. Os estudos recentes têm demonstrado que a associação de estrogênio e progesterona em baixas doses reduz significativamente o aparecimento de efeitos indesejados.

A exemplo do Brasil, que recentemente lançou um Consenso com recomendações elaborado pela Associação Brasileira de Climatério (Sobrac), o NAMS também elaborou um documento que atualiza a versão lançada em 2003. De acordo com o relatório, “existem dados encorajadores sobre a eficácia das terapias de baixa dose, com redução dos efeitos colaterais” e que “doses mais baixas são melhor toleradas e podem ter um perfil de risco/benefício melhor que as doses padrão”.

O secretário-geral da Sobrac, dr. Rogério Bonassi Machado, destaca recomendação semelhante no Consenso brasileiro dirigido aos médicos: “A necessidade de redução dos eventos adversos associados aos progestagênios incentivaram o desenvolvimento de novas moléculas, ao longo do tempo, com ações seletivas distintas em relação aos receptores hormonais, que lhes conferiram potência e ações biológicas diferentes”. Entre as moléculas consideradas “adequadas para a TH”, são citadas a progesterona oral micronizada, ainda não disponível no Brasil, e o norgestimato da Janssen-Cilag.

 
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