| Os ministérios da Saúde e da Ciência
e Tecnologia formalizaram parceria para incentivar pesquisas na área de
saúde. O acordo prevê investimentos de R$ 57 milhões do orçamento
do Ministério da Saúde que serão destinados a pesquisas científicas
que possam melhorar as condições de saúde da população.
Os recursos devem ser integralmente desembolsados ainda neste ano e vão
incentivar cerca de 350 projetos de pesquisa.
Um dos destaques do acordo é o incentivo – via chamada pública
– para um grande ensaio clínico multicêntrico (realizado simultaneamente
por diversas instituições de pesquisa) sobre utilização
de células-tronco em cardiologia. Este ensaio deverá consumir R$
5 milhões dos R$ 57 milhões.
Também haverá estímulo a projetos tecnológicos
que pretendem levar à auto-suficiência na produção
de alguns tipos de vacinas e kits para diagnósticos de doenças,
além de estudos sobre medicamentos e hemoderivados.
A proposta também inclui o incentivo aos projetos do programa “Pesquisa
para o SUS”, cujo principal objetivo é apoiar a realização
de pesquisas em saúde em todos os estados da Federação e,
assim, garantir que o desenvolvimento científico e tecnológico no
país chegue a quem mais precisa. O edital do “Pesquisa para o SUS”
está disponível no endereço www.saude.gov.br/sctie/decit
Entre os temas selecionados estão: Violência, Acidentes e Trauma;
Alimentação e Nutrição; Sistemas e Políticas
de Saúde – Qualidade e Humanização do Sistema Único
de Saúde; Mortalidade Materna e Morbimortalidade Natal; Saúde Bucal;
Arboviroses, Hantaviroes e outras Roboviroses.
O ministro Humberto Costa explica que a parceria com o MCT significa colocar
em prática a decisão de que o Ministério da Saúde
deve ter papel de destaque na estruturação do esforço nacional
de pesquisa em saúde. Ele esclarece que a decisão gerou, entre outras
providências, um aumento significativo no orçamento destinado ao
fomento científico e tecnológico em saúde, com ampliação
dos recursos do Decit de R$ 13 milhões, em 2003, para R$ 68 milhões,
em 2004.
“O outro motivo diz respeito a uma recomendação de governo
no sentido da cooperação interministerial, já que ambos os
ministérios possuem competências constitucionais no terreno da política
de ciência, tecnologia e inovação”, prossegue o ministro.
Segundo ele, o Ministério da Ciência e Tecnologia detém o
conhecimento da formulação e implementação da política
em sua maior abrangência e o Ministério da Saúde conhece as
especificidades da saúde humana. “Portanto, também nesse aspecto,
o caminho do acordo de cooperação impôs-se com naturalidade”,
enfatiza.
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